23 de março de 2016
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Novos desafios no cinema imersivo

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Imagem do filme Henry.

*Cobertura SXSW 2016

Para encerrar nossa cobertura do SXSW 2016, vamos contar um pouco sobre o painel apresentado pela Oculus Story Studio University, uma nova iniciativa destinada a inspirar e educar a próxima geração de cineastas de realidade virtual.

“Nosso objetivo é mostrar como histórias podem ser trabalhadas com realidade virtual e educar para que tudo o que é aprendido seja compartilhado com todo o mundo”, explica Yelena Rachitsky, produtora criativa da Oculus Story.

De acordo com ela, vamos ter tecnologia o suficiente para ver ambientes virtuais e interagir com mais de uma pessoa neste universo já nos próximos meses. “Já podemos jogar Ping Pong com um amigo sem gravidade em ambiente virtual, por exemplo”, cita Yelena.

Já, Saschka Unseld, diretor criativo da empresa, destacou os principais elementos de um filme de realidade virtual:

1. A primeira imagem é aquela que instrui o telespectador a olhar “além”, ou seja, nas diversas direções, para que ele entenda a realidade virtual;
2. Deixar as pessoas explorarem o espaço;
3. Ter algo que chame a atenção logo de início para avisar que a história vai começar.

Na ocasião, eles também aproveitaram para apresentar o filme Henry, uma animação colorida e comovente construída usando o Unreal Engine 4. Ao contrário dos filmes tradicionais, onde os espectadores simplesmente assistem os personagens na tela, Henry coloca os espectadores para um mundo interativo em que a principal personagem – um porco espinho – percebe e reage a presença do espectador.

“A diferença entre uma animação normal e uma animação em realidade virtual é que para construir todo o design da casa, precisamos de arquitetos, pois o ambiente precisava ser super real, com perspectivas mais rebuscadas. A iluminação dos ambientes também tinham de transmitir a sensação de aconchego, para fazer com que as pessoas se sentissem em casa, em um espaço verdadeiro”, explicou Saschka Unseld.

Segundo eles, o principal diferencial é que todos estes cuidados e detalhes, fazem com que os telespectadores registrem na memória um lugar como se tivessem visitado, quando na verdade foi apenas um filme assistido.

“Essa será, com certeza, a próxima arte a ser explorada do milênio”, finalizou o diretor criativo da Oculus Story Studio University.

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