12 de julho de 2016
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Movimento lança novos desafios para conectar startups do Brasil e do mundo a grandes empresas

Startups interessadas devem apresentar soluções em 20 grandes desafios da sociedade e do mercado, em áreas como educação, energia e cidades inovadoras

O movimento 100 Open Startups está com inscrições abertas para qualquer startup do Brasil e do mundo que queira participar de uma rede de conexão que envolve 120 grandes empresas do Brasil – o triplo do número de empresas no lançamento da edição do ano passado.

Neste ano, o 100 Open Startups parte com 20 desafios temáticos propostos pela rede de grandes empresas das mais diversas áreas. A novidade é que, agora, o movimento sai do Brasil e chega também a outros países na América Latina, EUA, Europa e Ásia.

Para entrar para o movimento, a startup deve se inscrever e escolher o desafio que tem mais sinergia com sua solução e em qual “Capital da Inovação” do programa pretende se apresentar. O processo acontece em cinco etapas.

Inicialmente, as avaliações das startups são feitas online pela rede de especialistas e executivos das grandes empresas que participam do movimento.

As propostas com mais combinações com executivos de grandes empresas são convidadas a participar de um pitch pessoalmente na Capital escolhida – são 12 no país e 9 no exterior.

A partir de 18 de julho, começa o processo de matchmaking com os executivos das grandes empresas que passam a colaborar e classificar as startups na plataforma do programa.

A meta do movimento é identificar as 100 startups mais inovadoras de diferentes regiões do mundo, boas para investimento, na opinião de quem atua no mercado. Ou seja: no “100 Open Startups” é o próprio mercado que avalia e apoia novos empreendedores inovadores.

“Startups têm muitas ideias, muitas alternativas e muitos possíveis caminhos a seguir. Se as startups não obtêm o compromisso e acesso a recurso de instituições estabelecidas em suas fases iniciais – empresas ou fundos de investimento – elas têm muita pouca chance de prosperar”, diz Bruno Rondani, engenheiro e mentor do movimento.

“O problema é que muitas boas ideias podem estar descoladas da realidade e carecem do feed-back de profissionais que atuam no mercado para que consigam validar suas propostas. Ao mesmo tempo, executivos de grandes empresas muitas vezes desconhecem a movimentação feita pelas startups e muitas vezes são surpreendidas com suas inovações”, afirma Rondani.

De acordo com o especialista, o potencial da metodologia do 100 Open Startups é reduzir drasticamente a assimetria de informação que existe entre desafios e soluções ao mesmo tempo que cria um contexto de confiança para que inovações de maior impacto sejam cocriadas.

As inscrições podem ser feitas até o dia 15 de agosto pelo site: http://www.openstartups.org.br/

COMO FUNCIONA
Todos os projetos submetidos pelas startups que se inscreverem serão avaliados por um grupo formado por empresários, investidores e empreendedores. No ano passado, 1.569 propostas foram recebidas e 853 startups avançaram para serem avaliadas pelas grandes empresas. Pelo programa, as 100 melhores startups poderão se conectar pessoalmente com as grandes multinacionais globais participantes do movimento tais como 3M, Abbott, IBM, J&J, Whirpool, Dow e grandes grupos nacionais como Votorantim, Algar, Boticário e Natura.

ETAPA 1: REDE (a partir de julho/2016)
– Startups se inscrevem on-line no programa propondo soluções para um dos 20 grandes desafios da sociedade, como educação e saúde
Etapa 2 – MERCADO
– Startups avaliadas em uma plataforma digital por executivos de grandes empresas. As mais bem avaliadas seguem para a etapa seguinte
Etapa 3 – CAPITAIS
– Avaliação das startups presencialmente por bancas de investidores e executivos de empresas nas “capitais da inovação” do Brasil e do mundo
ETAPA 4: OPEN INNOVATION WEEK (fevereiro/2017)
– Empresas e startups fazem reuniões presencialmente (speed-dating) durante um evento promovido pelo Wenovate em São Paulo
ETAPA 5: RANKING (fev/maio 2017)
– Quantidade de matchs entre startups e empresas e de contratos firmados dá origem ao ranking “100 open startups”

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