23 de agosto de 2017
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Millennials são desafio para indústria e marcas

Imagem: Shutterstock

Pesquisa da agência Moosylvania revela que o comportamento de consumo dos millennials significa boas notícias para algumas marcas… mas também pode decretar o fim de outras.

O comportamento de cada geração tem impacto significativo na maneira como as marcas se posicionam. Diversos profissionais da Economia Criativa analisam essas mudanças de comportamento para trabalhar melhor o branding, por exemplo. Não é à toa que uma agência de publicidade, a Moosylvania (baseada em St. Louis, Estados Unidos), fez uma pesquisa com 15 mil pessoas de 17 a 37 anos. Os dados coletados durante 5 anos sinalizam quais são as marcas preferidas dos millennials… e quais podem estar com os dias contados.

Primeiro lugar na lista das marcas preferidas, a Apple não é surpresa. Referência em design e tecnologia, a empresa fez uma construção de imagem cuidadosa, que resultou num grande grupo de Apple maníacos. O segundo lugar entre as preferidas é a Nike, seguida pela Samsung, Target e Amazon.

Do outro lado, estão as marcas, produtos e indústrias que terão dificuldade em se ajustar às preferências dos millennials – e a lista tem algumas surpresas!

Os millennials, por exemplo, bebem menos. A indústria que pode ser mais afetada? Cerveja, já que essa geração tende a preferir vinhos e destilados. Entre 2006 e 2016, o mercado de cerveja perdeu 10% de sua participação para vinhos e destilados.

Guardanapos também não estão na lista de compras da geração, que prefere papel toalha: mais prático, com mais possibilidades de usos. O guardanapo, que é basicamente usado durante as refeições, perde relevância dentro de casa para uma geração que prefere comer fora.

Amaciante de roupa? De acordo com a Procter & Gamble, os millennials “nem sabem para que o produto serve”.

Golfe, motos e diamantes também não conquistam millennials como conquistaram as gerações anteriores.

Redes de restaurantes como AppleBee’s estão entre as ameaçadas por não conseguirem se conectar com os millennials. Lojas de departamento como a Macy’s também não atraem mais consumidores dessa geração. Já marcas como Kate Spade e Michael Kors patinam para vender suas bolsas – a superpopularidade das marcas não cai bem para essa geração. Home Depot e Lowe’s, lojas focadas em reformas e melhorias de imóveis, podem estar ameaçadas porque os millennials estão comprando cada vez menos casas.

A pesquisa, claro, foi no mercado dos Estados Unidos, mas indica um desafio para empresários e, claro, profissionais da Economia Criativa. Com uma mudança comportamental tão radical, antigas verdades devem dar lugar a uma postura diferente para entender as oportunidades que estão surgindo e encontrar um caminho mais eficaz de estabelecer uma relação equilibrada com esse público consumidor.

A pesquisa foi divulgada pelo Business Insider e pode ser acessada aqui. O Business Insider também listou as 100 marcas favoritas dos millennials.

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