2 de maio de 2016
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Jaime Lerner cria start-up para intercâmbio de soluções entre cidades

Aplicativo-Cloud-Cidades

Batizada de Cloud Cidades, a plataforma digital pretende simplificar a busca e a implantação de bons projetos

Por Mariana Barros 

Fonte Original: Cidades Sem Fronteiras

O mais recente projeto do urbanista Jaime Lerner não tem endereço certo. Trata-se da start-up Cloud Cidades, para criar uma plataforma digital onipresente que incentive a troca de experiências entre cidades de diferentes regiões e países. O sistema será capaz de interpretar problemas, identificar demandas e oferecer soluções possíveis. “Embora cada local tenha suas particularidades, vemos que há questões comuns”, disse Lerner ao blog Cidades Sem Fronteiras. Ele cita drenagem e mobilidade como áreas em que o intercâmbio entre cidades tende a ser bastante proveitoso.

O Cloud Cidades pretende ser uma maneira colaborativa de apresentar inovações testadas ao redor do mundo todo e que podem ser replicadas em outros lugares. Não há restrições de tamanho ou perfil: qualquer cidade de qualquer porte poderá participar. Além dos projetos técnicos, o Cloud Cidades apresentará também iniciativas de cidadãos, tanto em grupo quanto individuais. O intuito é apoiar empreendedores na busca por soluções e viabilizar novos negócios.

A plataforma irá analisar como diferentes projetos podem ser aplicados, ajudar a atrair investidores e acompanhar a implementação. A forma de cobrança ainda está em estudo. Estão sendo analisados desde o modelo por assinaturas até o gratuito, que depende de haver um aporte necessário de investidores.

A ideia surgiu da experiência de Jaime Lerner, ex-prefeito de Curitiba, ex-governador do Paraná e que presidiu a União Internacional de Arquitetos (UIA) de 2002 e 2005. Desde então, mantém contato com um grupo de 150 arquitetos e urbanistas de diversos países. Diariamente ele recebe em seu escritório perguntas sobre o funcionamento das cidades. “Criar boas cidades não é tão difícil quanto os vendedores de complexidade gostariam de nos fazer acreditar. Queremos simplificar”, resume Lerner.

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