23 de fevereiro de 2017
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“Economia Compartilhada é mais acesso do que posse”

Wolf Menke

Crédito da foto: Projeto Draft

A equipe do Observatório bateu um papo sobre Economia Criativa com Wolfgang Menke, fundador do House Of All, um coletivo que une coworkings de diversas áreas (House of Work, House of Food, House of Learning e House of Boubbles), que há alguns anos movimenta o bairro de Pinheiros.

Em uma visita a Belas Artes, Wolf, como costuma ser chamado, falou muito sobre economia compartilhada, citou exemplos práticos e explicou que há uma confusão quando se fala em compartilhamento e economia. “O negócio tem que gerar renda, se não tem renda, não é economia”, afirmou.

Tudo começou em 2013, quando o empreendedor deixou o mercado publicitário e inaugurou o House Of Work. Depois veio o House of Food – o primeiro coworking de Gastronomia do mundo –, em seguida nasceu o House of Learning e, por fim, o irmão caçula House of Bubbles.

Com seu coletivo, Wolf aborda três assuntos principais – comida, educação e moda – permeando ainda muitos outros temas, o que ele acredita deixar seu negócio mais acelerado. “A gente quer ser um expoente de cultura, música, moda, aprendizado, etc. Laboratório mesmo”, reforça.

O House of Food nasceu como desculpa para trazer pessoas para perto. “Comida não é meu negócio, meu negócio é dividir”, diz. “Mas eu estou sempre lá, sou acessível. Eu não sou o cara que só tem a ideia, eu tenho que ver no dia a dia se ela funciona. Uma grande ideia que não é realizada não serve”.

No final do ano passado, depois de participar da curadoria gastronômica do Meca Festival, Wolf teve a ideia de criar uma versão itinerante do HOF e, por meio de um container – ainda em fase de desenvolvimento – vai viajar pelo Brasil levando comida, compartilhamento e soluções criativas para os principais eventos e festivais. “Minha estratégia é como dividir o açúcar com o vizinho. Quando falo em Economia Compartilhada estou falando de mais acesso do que posse”.

Arquivo pessoal
Arquivo pessoal

 

O modelo de negócio é replicado em todas as casas, o House of Bubbles, por exemplo, oferece um serviço de assinatura onde é possível pagar R$ 50/ mês e usar um tênis de R$900. “É como o Netflix, você paga a mensalidade e pode usar a vontade. De novo, é mais acesso do que consumo”. Segundo ele, essa é uma solução incrível para um problema grave, principalmente para os jovens que querem ser vistos, que querem interagir com os grupos que se identificam, mas financeiramente é inviável.

E quando perguntado sobre o papel do Brasil no mercado de Economia Criativa, Wolf é categórico em afirmar que o País precisa aprender a se posicionar direito. “O Brasil só será líder quando entender que não pode equalizar a conta competindo com a Europa. A Europa tem milhares de anos a mais que a gente. E mesmo com os EUA, que tem trilhões de dólares a mais”, finaliza.

Arquivo pessoal
Arquivo pessoal

 

Wolf tem muitos projetos, muitas ideias e soluções. É constantemente convidado para palestras e reconhecidamente o cara do compartilhamento.

Para saber mais ou visitar (vale a pena), acesse: http://www.houseofall.co/ .

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