4 de setembro de 2017
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A valorização das escritoras na literatura

Reprodução: Facebook Persephone Books

Em Londres, uma livraria e editora chama a atenção por valorizar escritoras do meio do século XX. Um grande exemplo de como a Economia Criativa pode valorizar a cultura e inovar modelos de empreendedorismo.

No número 59 da Lamb’s Conduit Street, em Londres, fica uma charmosa livraria, a Persephone Books. O nome da filha de Zeus foi escolhido por dois motivos: Na mitologia grega, Perséfone passa metade do ano com Hades e a outra metade com sua mãe, Deméter. A primavera, símbolo de novos começos, é quando Perséfone deixa Hades e vai ao encontro de sua mãe. E o segundo motivo é que Perséfone é um grande símbolo da criatividade feminina. Nada mais apropriado para a livraria e editora dedicada principalmente às escritoras do meio do século XX! Sim, a Persephone Books, que abriu suas portas em 1998, transformou-se em uma das principais livrarias e editoras a celebrar a contribuição das mulheres para a literatura. Com um olhar aguçado para uma oportunidade do mercado literário, Nicola Beauman publicou a primeira obra da editora: William – An Englishman, de Cicely Hamilton, escrita em 1918. A empresa permanece fiel aos seus valores, mas renova-se para adaptar-se ao mercado literário. Hoje, por exemplo, é possível fazer uma assinatura anual e receber um livro por mês, todos publicados pela editora. De olho no mercado global, a Persephone Books articulou-se para poder enviar livros para todos os cantos do mundo: para evitar problemas no trânsito entre países, uma das soluções foi fazer envio de livros individualmente. Branding também é importante: todos os livros publicados pela editora seguem uma mesma linha. Além de manterem-se num perfil específico de escritoras, a (cor) cinza cria uma unidade para as publicações e, ao entrar na livraria, os frequentadores imediatamente já identificam os livros com a marca Persephone Books.

Sem dar sinais de cansaço, livraria e editora têm presença forte no mundo digital. São 18 mil seguidores no Instagram, 6 mil no Twitter e  9 mil fãs no Facebook: números significativos para uma empresa do seu porte e com mercado tão segmentado.

Tão importante quanto a longevidade da Persephone Books é a valorização do talento feminino. Ao publicar livros escritos (principalmente) por mulheres no século XX, a editora mostra que a Economia Criativa têm espaço para iniciativas de nicho, quando bem articuladas.

Na próxima viagem para Londres, vale a pena reservar um tempo para conhecer a Persephone Books!

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